Histórias de vida

Família Ribeiro, Gondar, Amarante (em execução)

A D. Esmeralda tem 38 anos, é mãe de 2 crianças, o Simão de 15 anos e o Diogo de 10 anos. A D. Esmeralda conseguiu divorciar-se depois de um processo muito penoso para toda a família, visto que foi vítima de violência doméstica e os filhos assistiram durante anos. Por questões de segurança, a D. Esmeralda e os filhos foram encaminhados para uma casa de abrigo que proporciona acolhimento temporário, visto que não podiam ficar em casa.

A D. Esmeralda trabalha a part-time num restaurante, todavia, dada a conjuntura atual e todas as restrições a que o setor tem sido sujeito, não tem sido fácil.

O ex-marido trabalha na área da construção em Espanha e a pensão que paga aos filhos é muito pequena.

A Família Ribeiro vive num apartamento cuja renda é de 275€, valor este muito difícil de suportar dados os rendimentos. A D. Esmeralda herdou uma casa do pai que, embora precise de obras, vai permitir-lhes ter mais qualidade de vida e libertar algum dinheiro para outras necessidades.

A D. Esmeralda está muito empenhada neste projeto porque crê que lhes vai mudar a vida e terem uma segunda oportunidade de serem felizes.

Família Oliveira, Prado, Vila Verde (2021)


A família Oliveira é composta por 4 elementos: o Sr. Manuel de 66 anos, a sua esposa Maria de 57 anos, o filho João de 26 anos e a filha Marilúcia de 21 anos.
 
Este caso chegou à HFH Portugal através do encaminhamento por parte da IRIS (Instituição Particular de Solidariedade Social), instituição que trabalha com o João, filho do Sr. Manuel que possui uma deficiência que o incapacita de ter autonomia em atividades de vida diária. Esta deficiência torna-o dependente de terceiros e faz com o seu pai, Sr. Manuel e a sua mãe Maria tenham de despender de muito tempo para cuidar dele.
 
A família iniciou o processo de candidatura à Habitat for Humanity Portugal em 2014 com o apoio da Assistente Social da IRIS, contudo não prosseguiu porque a família não tinha registo da propriedade, este é um dos requisitos para que as famílias se candidatem à ajuda da HFH Portugal. A família também fez um pedido de ajuda à Câmara Municipal de Vila Verde para a reparação do telhado pois chove dentro de casa.
 
Neste momento apenas a dona Maria e a Marilúcia estão empregadas (Maria a part-time), o Sr. Manuel está desempregado e ajuda, em conjunto com Maria, a cuidar do filho.
 
Ao longo destes anos de espera para que a situação do registo de propriedade ficasse resolvido, a casa ficou em pior estado do que já estava! As infiltrações de água pelo telhado danificado (está em risco de colapso), a humidade e as más condições da casa apenas se agravaram. Esta família está a viver numa situação muito precária.
 
É urgente ajudar a família Oliveira a ter uma casa digna com condições para toda a família.


Família Oliveira, Sanche, Amarante (2020)


Esta família é constituida pelo Sr. Abílio, a D. Maria Alice e a filha Lara.
O Sr. Abílio sofre de demência e, consequentemente, progressiva incapacidade física. Sem condições de habitabilidade para uma pessoa com este tipo de incapacidade, a família possui uma divisão, adjacente ao quarto de casal, que pretende transformar numa casa de banho adaptada. Além desta divisão, que terá de ser contruída de raiz, o casal pediu ajuda para requalificar o quarto.


Família Silveira Lopes - Telões, Amarante (2020)

A D. Olívia tem 52 anos, casada, mãe de dois filhos e avó de quatro netos. Tem um grande coração e há cerca de três anos acolheu em sua casa três dos netos.

A sua vida não é fácil. Criar três crianças com um RSI de cerca de 500€ é um desafio. Não fosse a ajuda da sua sogra haveria meses que passariam muito mal. A sua situação económica foi agravada quando se viu forçada a pagar uma dívida de 200€ mês, durante 8 anos. Começou em Junho de 2016. Ela tinha ficado como fiadora da filha na compra de um carro. A filha deixou de poder pagar e entregou o carro pensando que o assunto ficaria resolvido. A D. Olívia só se apercebeu da gravidade da situação quando a sua casa ficou penhorada. Para evitar perder a casa teve que entrar em acordo com a empresa e o mínimo que aceitaram foi de 200€ por mês. Confessa, com as lágrimas nos olhos, que sempre que tem que fazer esse depósito passa o dia a chorar. A mesma filha abandonou os filhos que agora ela acolhe. Não tem dinheiro para ajudar com o pagamento da dívida nem mesmo para ajudar com as crianças.

As crianças foram retiradas à filha da D. Olívia pela Proteção de Menores e foram institucionalizadas. A avó temendo o pior ficou como tutora e as crianças vivem agora com ela. As crianças Tatiana de 13 anos; Gonçalo de 10 e a Joana com 5 anos. Recebe o RSI e o abono de família por parte da segurança social. Parte do valor do abono de família é para pagar à psicóloga e terapeuta da fala que duas das crianças frequentam.

O marido da D. Olívia esteve preso a cumprir uma pena de 5 anos e meio no Estabelecimento prisional de Vila Real. Pintor de automóveis ficou sem emprego e caiu em depressão. Num dos surtos ateou fogo à casa e em resultado disso foi preso e condenado. Saiu recentemente e regressou a casa. O Sr. Agostinho nunca mais será capaz de voltar a trabalhar a tempo inteiro. A medicação deixa-o muito parado. Mesmo assim tem-se esforçado e vai fazendo alguns trabalhos sempre que lhe aparecem.

A D. Olívia tem dois filhos: a mãe dos 3 netos que acolheu (de sublinhar que entretanto nasceu mais uma criança mas esta continua com a filha da D. Olívia) e um filho de 20 anos. Este vive com a avó na casa ao lado da dos pais. A falta de espaço assim obriga. Começou a trabalhar recentemente e ainda não tem possibilidades para ajudar muito.

A D. Olívia recebe ajuda da sogra que lhe dá 60€ todos os meses e mesmo assim há meses que fica sem dinheiro nenhum para algum imprevisto.

A casa tem vários problemas para além da óbvia falta de espaço para todos os que ali vivem. A casa é muito fria e as crianças estão sempre doentes. Há ainda uma falta de privacidade já que a maioria das divisões não tem portas. A D. Olívia precisa de ajuda para melhorar as condições da casa tornando-a um lugar mais seguro e saudável onde possam crescer.


Família Pinheiro, Lage, Vila Verde (2020)

Esta família é composta por 3 elementos: a Sra. Rosa, 50 anos de idade, o seu marido António Lopes Cunha, 57 anos e a filha do casal Maria Isabel de 22 anos.

Infelizmente, este agregado familiar apresenta uma situação de grave fragilidade ao nível da saúde, uma vez que o Sr. António sofre de Parkinson.

Até Junho de 2019, a Sra. Rosa era a cuidadora principal da mãe, que sofria de Alzheimer, totalmente dependente e o  seu marido, reformado por invalidez, tem vindo a perder faculdades progressivamente. A única retaguarda familiar é prestada pela filha Isabel que trabalha  a tempo inteiro e tem um rendimento inferior ao salário mínimo nacional.

Relativamente à situação habitacional estamos perante um rés/chão, propriedade da família, que apresenta graves deficiências de solidez, salubridade e segurança.

A casa é composta por apenas dois quartos, uma casa de banho exterior e cozinha. As divisões são pequenas, não possuem arejamento e a sua disposição não salvaguarda a privacidade dos residentes.

A cobertura da casa apresenta perigo eminente de derrocada e há graves problemas de humidade e infiltrações.

Família Freixo – São Simão, Amarante (2020)

A Família Freixo é constituida pelo Sr. Aníbal de 45 anos, a D. Cândida de 39, e os seus 4 filhos, o João com 20 anos, a Sara de 17, a Paula de 15 e o Tiago de 13 anos.

O Sr. Aníbal trabalhou num pouco de tudo a sua vida, nas obras, foi guarda noturno, de momento encontrasse a realizar alguns trabalhos para a Junta que lhe dá alguns rendimentos, a D. Cândida é doméstica, o casal recebe RSI assim como pensões relativas aos filhos. Os 4 filhos frequentam o ensino obrigatório, revelando todos os eles muitas dificuldades, sendo todos sem exceção alunos de ensino especial, em que se notam claras dificuldades de aprendizagem. De referir que a Sara a filha mais velha padece de um atraso grave do desenvolvimento associado a movimentos ritualizados / estereotipias e frequenta a Unidade de Ensino Especial.

A casa encontrasse inacabada, um rés do chão com graves problemas de humidade, assim como gestão de espaço, havendo só uma casa de banho para 6 pessoas, sendo que os filhos partilham 2 quartos, um dos quais sem qualquer tipo de exposição solar, ou janela.

O caso tinha sido inicialmente recusado pela Comissão de Famílias, por a casa não se encontrar em nome da família, algo que entretanto foi feito, através do auxílio de irmãos do Sr. Aníbal que realizaram as partilhas e fizeram o levantamento da casa junto das finanças.


Família Silva - Oriz Santa Marinha, Vila Verde (2019)

À data em que esta família solicitou a ajuda da Habitat for Humanity Portugal o agregado familiar era de 3 elementos, a D. Laurinda, o Sr. José e o filho de ambos, o Fernando. Infelizmente, o Sr. José faleceu subitamente há 3 anos e, neste momento, o agregado familiar é constituído por apenas 2 elementos.

A D. Laurinda tem 62 anos e o seu filho Fernando, portador de uma deficiência física tem 42 anos. Ambos têm habilitações literárias baixas.

A D. Laurinda está desempregada e o Fernando tem deficiência física e incontinência urinária desde que nasceu.

O rendimento mensal deste agregado familiar é de cerca de 250.00EUR. Todavia, a D. Laurinda tem dois filhos, uma reside em Braga e outro é emigrante na Suíça, que ajudam no que lhes é possível, nomeadamente, disponibilizaram-se para pagar a prestação mensal acordada com a Habitat for Humanity Portugal.

A família viveu 32 anos numa casa sem condições mínimas de habitabilidade, num estado de degradação acentuado e apresentava graves deficiências de solidez e salubridade. A cobertura e as caixilharias degradadas permitem a entrada de frio e a infiltração de água, provocando a humidade. Neste momento vivem numa casa também com poucas condições.

A intervenção da Habitat for Humanity Portugal será feita numa casa que lhes pertence, que ruiu parcialmente.

A D. Laurinda trabalha lado a lado com os voluntários nacionais e internacionais. A D. Laurinda é muito trabalhadora e vai fazer o que estiver ao seu alcance para mudar para a sua casa nova o mais depressa possível.


Família Pinto Ribeiro – Vila Caiz, Amarante (2019)


A família é constituída pela Dona Laura e pela sua filha Ana. A D. Laura é mãe solteira desde muito cedo, mesmo antes da Ana fazer um ano de idade o casal separasse, sendo que pouco tempo depois o pai da Ana falece ainda ela não tinha 2 anos.

A casa que estamos a intervir, pertencia à família do pai, pelos piores motivos a mesma foi herdada pela Ana, visto que ela é a única pessoa vida desse lado da família, depois do falecimento de um Tio e da Avó que vivia na casa que estamos a ajudar a reconstruir. Tornando mais digna a vida destas duas lutadoras.

Laura é desempregada de longa data, neste momento recebe o RSI, enquanto que a Ana frequenta o 10º de um curso profissional.

Com a ajuda da Habitat, mãe e filha não vão ter de partilhar quarto e cama, assim como ter acesso a uma casa quente e com casa de banho interior assim como serviço de saneamento a funcionar correctamente.


Família Costa - Pedregais, Vila Verde (2019)


O meu nome é Glória e tenho 46 anos. Casei quando tinha 20 anos e tive dois filhos: Sofia, de 21 anos e está estudar na Universidade e o Eduardo que tem 15 anos e está no 9º ano.

Infelizmente, divorciei-me há 14 anos, quando a Sofia tinha 7 anos e Eduardo ainda não tinha feito um. Depois disso, tudo se tornou muito complicado, pois não é fácil criar dois filhos sozinha. Eu sempre vivi em casa alugada. Depois do divórcio, comecei a trabalhar numa fábrica e tentei reconstruir uma “casa” que herdei dos meus pais. No entanto, pouco depois, a fábrica fechou, fiquei desempregada e tive que parar o trabalho que estava a ser realizado na casa.

Como eu moro numa pequena aldeia e não tenho carro, é muito difícil encontrar trabalho e a única coisa que consegui encontrar foram algumas horas de limpeza. De momento, trabalho duas horas por dia para uma empresa de transporte que leva as crianças à escola. Recebo pensão alimentar do meu ex-marido relativo às crianças, e esse dinheiro mais meu salário é suficiente para pagar a renda e as contas (eletricidade, gás, comida...), mas não é suficiente para construir sozinha um lar para os três.

Procurei ajuda por muito tempo e há dois anos conheci o projeto da Habitat for Humanity Portugal e com essa organização senti esperança de um dia dizer: “esta é a minha casa”.

Do fundo do meu coração, sou muito grata por tudo o que fizeram por nós."


Família Alves - Lage, Vila Verde (2019)


A Família Alves, composta pelo Sr. Joaquim de 47 anos, a D.ª Rosa Maria de 47 anos e a filha Andreia de 18 anos viviam felizes; estavam a construir a casa que sempre sonharam, o Sr. Joaquim trabalhava na construção civil em Espanha e a D.ª Rosa numa fábrica têxtil.

Infelizmente, quando o Sr. Joaquim ainda estava emigrado, uma doença afetou-lhe os rins e ele teve de deixar de trabalhar. Começou um processo longo e penoso de tratamentos (hemodiálise), o orçamento familiar caiu muito e tiveram de parar as obras.  Vivem actualmente na parte de baixo da casa de uma irmã, uma casa sem as mínimas condições e com muita humidade.  O sonho da casa, onde sempre sonharam morar e ter, parecia ter morrido…

Na sequência de ter visto a Habitat Portugal reconstruir uma casa perto da sua, veio ter connosco a pedir ajuda. Chegou o tempo, de voltar a dar asas ao sonho antes perdido.  Felizmente, em 2016, o Sr. Joaquim conseguiu um dador compatível e fez o transplante do fígado. Neste momento encontra-se melhor, mas nunca mais poderá trabalhar como antigamente. Para equilibrar o orçamento familiar, cria animais, os quais vende ou servem de refeição para a família. Com a ajuda de todos poderemos trazer de volta uma vida digna e esperança à família Alves.


A família Alves - o novo projecto em Jazente, Amarante (2018)

A família Alves é constituída pela Sra. Alice, de 73 anos e pelo filho João (31); a Sra. Alice tem mais uma filha, no entanto ela é camionista e apenas está em casa o fim-de-semana.

A casa onde a Sra. Alice e o filho vivem, já pertence à família há muitos anos pois era propriedade do marido da Sra. Alice, que, entretanto, faleceu.

O João tirou uma formação como cozinheiro, no entanto está actualmente desempregado e o único rendimento da família é a pensão de viuvez da Sra. Alice. A filha Antónia vai ajudando pontualmente.

A Sra. Alice é uma pessoa muito querida na aldeia, todos lhe reconhecem uma enorme generosidade e tem sempre um sorrido nos lábios. Raramente se queixa, apesar da vida difícil que leva.

A casa tem vários problemas, tanto ao nível do telhado (chove dentro de casa), do isolamento quase inexistente, da canalização que está em muito mau estado e da parte eléctrica, que não tem as condições de segurança ideias.

A família teve conhecimento da Habitat for Humanity Portugal através de uma vizinha; para ela é uma bênção pois adora a casa e ter a possibilidade de a ver reparada é um sonho tornado realidade.

Com a ajuda de todos, e em conjunto com a família Alves, a Habitat for Humanity Portugal vai realizar este sonho.


Família Augusto - Várzea, Amarante (2018)


O Sr. Rodrigo tem 63 anos é reformado por doença. Vivem com o Sr. Rodrigo a filha Ângela de 39 anos e o neto Gabriel de 6 anos.

Este caso foi sinalizado pela Junta de freguesia pelo presidente de Junta quando o filho do Sr. Rodrigo estava acamado, devido a um cancro no intestino. Foi a Ângela que tomou conta do irmão que acabaria por falecer em 2016.

O espaço onde a família vive tem duas divisões cujo acesso se faz separadamente. Não há ligação entre as duas divisões. O Sr. Rodrigo dorme num dos quartos que também é sala e onde existem duas camas. A Ângela e o filho no outro. Ambas as divisões são frias e têm vestígios de humidade. Não tem telhado (está em placa). A única fonte de aquecimento é um pequeno fogão que está no quarto onde dorme o Sr. Rodrigo. A cozinha fica num anexo ao lado. O chão está em terra e as paredes não estão rebocadas. A casa é muito fria e a instalação eléctrica não é muito segura.

A proposta é criar um espaço que permita albergar a família com dignidade e em segurança. Cada elemento terá o seu quarto um deles com espaço para que a criança possa estudar, será criado um espaço aberto que albergará uma cozinha e sala e claro uma casa de banho que a família não tem.

O principal rendimento da família é a reforma do Sr. Rodrigo. A Ângela não tem emprego a tempo inteiro. Aquando da doença do irmão era ela que tomava conta dele. Com a morte do irmão a Ângela entrou em depressão depois disso foi-lhe diagnosticado nódulos num dos seios e encontra-se a fazer tratamentos no Hospital de Penafiel. Do filho Gabriel agora com 6 anos recebe apenas o abono de família. É uma criança que fica muitas vezes doente tendo que fazer muitas vezes antibiótico.

Agora e depois de ultrapassados os problemas com a Câmara Municipal que impediam o arranque das obras, a Habitat for Humanity Portugal com a vossa ajuda vai finalmente poder ajudar a garantir a esta família uma casa decente, e segura em que esta família possa viver.


Mais uma família em Amarante terminou o pagamento da sua casa.

Depois de viverem mais de 30 anos numa casa que anteriormente pertenceu aos pais da Sra. Maria, a família Capelas recorreu à ajuda da Habitat for Humanity Portugal para melhorar as suas condições de vida, pois durante esses 30 anos não conseguiram fazer nenhuma obra de manutenção na casa.

Numa primeira fase, em 2011 a Habitat for Humanity Portugal ajudou na substituição do telhado e das janelas.

Mas não demos a nossa missão por terminada, posteriormente, em 2012, e com o apoio da Fundação Manuel António da Mota, a Habitat for Humanity Portugal trabalhou nos restantes problemas da casa. Desta forma, a família Capelas passou a ter uma casa segura e digna onde morar.

O dia em que uma família paga a última prestação, é sempre um dia especial. É o fim de um ciclo, no entanto, a ligação com esta família irá continuar para sempre, tanto com a Habitat for Humanity Portugal como com todos os que contribuíram para que mais uma família tivesse uma habitação digna.


Pela primeira vez, a Habitat for Humanity Portugal está a acolher uma equipa Holandesa.

Um grupo de 14 voluntários, entre alunos e professores, da Escola Americana de Haia veio a Portugal para ajudar na reconstrução da casa para a a família Lage em S. João de Rei - Póvoa de Lanhoso.

Este equipa é formada por alunos e professores de várias nacionalidades, chegaram no dia 26 de Fevereiro e partem de Braga no dia 4 de Março.

A ligação entre esta escola e a Habitat for Humanity já vem desde 2008, quandoum grupo de 10 alunos decidiu começar um clube com o fim de ajudar a filial de Nova Orleãs.
Passado um ano eram já mais de 20 os alunos ligados a este prjecto. Em 2010 trabalharam na reconstrução de uma casa nesta cidade.

Este ano escolheram a Habitat for Humanitu Portugal como destino, o que muito nos deixa felizes, pois é mais uma parceria que iniciamos.

Esta equipa já se encontra a trabalhar em obra, onde vão realizar as seguintes tarefas: remoção de paredes existentes, colocação de cimento nas paredes, enchimento de pilares entre outras tarefas.

Esperamos que este o início de uma longa parceria entre a Escola Americana de Haia e a Habitat for Humanity Portugal.


Família Fonseca - Chorente, Barcelos (2017)


Há mais de 30 anos que a Sra. Maria Cristina vive em Chorente, numa casa sem as mínimas condições de habitabilidade.
 

Foi nesta casa que criou dois filhos, que emigraram para França à procura de uma vida melhor, e de arranjar meios para poder ajudar a melhorar as condições de vida da mãe.
 

Passados muitos anos de luta, a Sra. Maria chegou até à Habitat Portugal, e, depois de um longo processo, conseguimos finalmente criar condições para avançar com o projecto.
 

A Sra. Maria trabalha como empregada de balcão num café da localidade e vive com o Sr. José, o seu companheiro que se encontra actualmente desempregado.
 

Os principais problemas da habitação são: casa de banho sem as mínimas condições, falta de isolamento, instalação elétrica muito degradada, fugas no telhado, soalho em perigo de ceder, entre outros problemas.
 

Este será um projecto de médias dimensões, onde a Habitat Portugal terá como prioridade o melhoramento da parte interior da casa e do telhado, que são as partes mais críticas.
 

Ambos os filhos vão ajudar na construção quando vierem a Portugal de férias; assim como apoiar financeiramente no pagamento da prestação.
 

Depois do fim desta intervenção, a família Fonseca poderá finalmente viver numa casa digna, onde terá as condições higiene e segurança mínimas.


Família Maia - Mancelos, Amarante (2017)
 

Esta é sem dúvida uma história especial, a história da família Maia.

 

As três irmãs, Lucinda, Josinda e Graça viviam sozinhas na casa que já foi dos seus pais, sendo o seu único rendimento a reforma da irmã mais velha, Josinda.

Apesar de muito cuidada por dentro, a casa não tinha luz eléctrica, água canalizada e não tinham casa de banho (nunca tinham tido). O telhado era também outro problema, chovia dentro de casa e temia-se que as telhas voassem sempre que houvesse ventos mais fortes.

As senhoras são muito simpáticas, humildes e generosas. E, embora não tenham muitas possibilidades económicas, no ano passado acolheram um vizinho que vivia como sem-abrigo, dormindo ao relento e sobrevivendo de esmolas. Elas deixaram-no dormir no quarto da cave e dão-lhe comida em troca de trabalho no campo onde cultivam todos os legumes que necessitam.

A Lucinda tomou conta da mãe que morreu de cancro e sofreu uma depressão depois da sua morte. A casa e a melhoria das condições em que viviam as três sempre foi sempre o seu maior desejo. O pedido chegou-nos através de uma vizinha que lhe empresta algum espaço do seu frigorífico para que as três irmãs possam guardar algumas das suas coisas.

Este é um caso de verdadeira generosidade, onde esta família que tão pouco tem, abriu as portas de sua casa para receber alguém mais necessitado.

Com a ajuda de muitos voluntários e da Fundação Manuel António da Mota, a  Habitat for Humanity Portugal vai realizar o sonho desta família: ter uma casa digna e segura onde possam viver.



 


Habitat for Humanity Portugal
A visão da Habitat for Humanity Portugal é: "Um Mundo onde todos tenham um lugar decente onde morar."
Convicta que a habitação é um direito fundamental de todas as pessoas, a Habitat Portugal já ajudou, desde 1996, mais de 250 pessoas em Portugal através da construção ou reconstrução de habitações.
A Habitat for Humanity Portugal procura também chamar a atenção para o problema da pobreza habitacional através de várias iniciativas.